A SOS Parques denuncia que 17% do Parque Villa-Lobos estão isolados por tapumes e estruturas de eventos, afetando o acesso do público.
Situação atual do Parque Villa-Lobos
A situação das áreas isoladas no Parque Villa-Lobos levanta preocupações de frequentes restrições ao uso do espaço. Segundo o movimento SOS Parques, a instalação de tapumes, cercas e grades restringiu aproximadamente 14,4 hectares, correspondendo a 17% do total do parque. Esses bloqueios afetam áreas destinadas ao lazer, à prática de esportes e espaços de socialização, que frequentemente permanecem fechados por períodos prolongados em razão da montagem e desmontagem das estruturas necessárias para eventos.
Um levantamento realizado em agosto de 2026 identificou 16 áreas isoladas, impactadas não apenas por eventos grandes, mas também por ativações comerciais. Um exemplo notável é um torneio de tênis que, em setembro de 2026, fechou uma área equivalente a 4,7 hectares por nove dias, limitando o acesso a locais já populares entre os visitantes.

Impactos no uso público e eventos
Os impactos no uso público dos parques não se restringem aos dias dos eventos. A SOS Parques aponta que a ocupação para a realização dos eventos inclui as fases anteriores de montagem e as posteriores de desmontagem. Dados de 2026 indicam que essas etapas representam cerca de 47% do tempo em que áreas permanecem restritas ao uso geral.
Outro exemplo significativo é o festival gastronômico Taste SP, que exigiu 65 dias de ocupação para a realização de apenas nove dias de atividades abertas ao público, impactando densamente o espaço verde do parque. Além disso, o movimento alerta sobre questões ambientais, como o aumento da impermeabilização do solo e a emissão de ruídos que ultrapassam os limites legais, comprometendo a qualidade de vida da população.
Para a SOS Parques, o problema não é a realização de eventos culturais e esportivos, mas a falta de regras claras que regulem o uso e a ocupação das áreas isoladas no Parque Villa-Lobos. Eles ressaltam a necessidade de encontrar um equilíbrio que permita eventos sem sacrificar o acesso público aos espaços naturais.
